NICOLAU


"Conto-vos a história da chegada do Nicolau à nossa casa / família que é, no mínimo, peculiar mas, podem ficar descansados, com um final muito feliz!" por Susana Gomes


Há uns quantos meses que eu e o Gonçalo andávamos a ponderar ter um gato. Entre ausências nossas de casa, uns quantos imprevistos familiares, alguma comodidade, etc., esta decisão foi-se adiando e nunca se chegou a concretizar. No entanto, a dúvida de ter ou não ter um gato, de quando seria a melhor altura para o fazer, andou sempre a pairar nas nossas conversas.

Até que, no passado dia 15 de Dezembro, dia do meu aniversário, o Gonçalo, senhor meu marido, decide fazer uma surpresa e oferecer-me o Nicolau! E porquê o Nicolau, perguntam vocês? Pois bem, eu tinha conhecido o Nicolau, uns meses antes na Clínica Língua de Gato e tinha ficado cheia de pena dele. Todos sabemos que as oportunidades de um gato já adulto ser adoptado são muito menores que as de um gato bebé, e este já tinha sido rejeitado uma vez. Falei dele umas quantas vezes ao Gonçalo, mas nunca decidimos avançar com nada. (Da parte dele só vinha um "para o ano decidimos o que fazer"... mal eu sabia que ele já andava a tratar de tudo!)  




A minha mãe tem uma gatinha pequenina que é um doce mas, uma pequenina terrorista, e por ser assim tão arisca o Gonçalo achou que um gato adulto seria uma melhor opção para mim. Acabou por ir conhecer o Nicolau, com a ajuda da Raquel (cúmplice de toda a surpresa) e apaixonou-se pelo grandalhão. 

Eu, como nunca tive um gato, sempre achei que quando tivesse um seria um pequenino, para também perder os medos que tenho. Por isso quando, depois de muito suspense em relação à minha prenda, nos dias que antecederam o meu aniversário, e no próprio dia, o Gonçalo me leva à casa da família adoptiva do Nicolau, para o ir buscar, entrei em pânico! Só pensava Não acredito, ele não fez isto..! Estava super assustada e com vontade de fazer sabe-se lá o quê ao Gonçalo! Só conseguia pensar que aquela não era a melhor altura, que iríamos para fora e que ele iria ficar sozinho! Só pensava aiiii que raio de mãe serei eu?!




O cenário daquela tarde era digno de um filme: eu assustada, o Nicolau idem e o Gonçalo triste por eu não ter vibrado com a surpresa! Fizémos a viagem mais silenciosa de sempre para casa, apenas com o Nicolau a queixar-se de estar dentro da transportadora. 
Eu estava assustada, a pensar no que aí viria e cheia de pena do Gonçalo. Passado umas horas iria ter a casa cheia de gente a cantar-me os parabéns e eu com aquela cara de enfadada!

Chegámos a casa e lá colocámos o Nicolau num quarto, com as coisinhas dele para ver se ele se ia ambientando... e aqui começa toda a inversão desta história. O Nicolau, que na verdade é mesmo um gato grandalhão (parece um tigre bebé!) começou a ronronar logo depois de o deixarmos sair da transportadora. Cheirou tudo e logo a seguir chegou-se a nós a pedir mimo. Todo este carinho, este à-vontade, foi-se multiplicando conforme os dias iam passando. 





Hoje, temos um grandalhão muito, muito meigo, querido, carente e nada, nada complicado. É um verdadeiro doce este gatão! Estou completamente rendida ao patudo e já não imagino a nossa família/casa sem ele. 

Nicolau O Grande, adora beber água das torneiras, odeia aspiradores, adora mimos e, como qualquer gato que se preze, adora dormir ao sol. Vem fazer-nos companhia no sofá e segue-me por onde quer que eu ande (se eu tiver perto de comida, tanto melhor!)




As fotografias que aqui estão foram tiradas nos seus sítios preferidos: a nossa cama, onde dá sol a maior parte do dia e onde ele adora meter o sono em dia e, a minha mesa de trabalho, onde o sol também aparece com força e ele adora alapar-se. 

E esta é a história real (não a perfeita, mas a verdadeira!) da chegada do Nicolau à nossa família! (Carla da Miacis, que nunca chegaste a saber desta confusão, está tudo bem, o medo já passou e o amor cada vez é maior! :) )


Su, Gonçalo e Nicolau :3


Se quiserem continuar a ver fotos lindas como estas, do Nicolau ou outros tópicos, podem seguir a talentosa Su no instagram @sutgomes

1 comentário:

  1. Peço desculpa, mas o Nico não foi rejeitado. O que aconteceu é que quando o introduzi em minha casa, tendo eu já 4 gatos (dois machos, um com FIV, e duas fêmeas, uma com 12 anos), todos adultos, tendo o Nico sido esterilizado muito recentemente(ainda me delimitou território com urina), sendo um gato, como se nota, muito territorial (pela vida que deve ter tido na rua), absorvente, com uma presença muito forte, começaram os meus outros gatos a ter comportamentos estranhos e diferentes, nomeadamente, fugindo para o cimo dos móveis, escondendo-se atrás dos móveis e sofás, deixando de entrar no meu quarto (sítio preferido do Nico), ou seja, stressaram. Ainda assim, resolvi continuar a tentar e o Nico ainda ficou comigo perto de um mês. Mas, depois, vieram outras complicações para os meus, designadamente, Herpes, no que tem FIV, "tinha", na gata sénior, ..., e, a conselho do próprio vet., para grande tristeza e frustração, tive de desistir, por eles próprios, incluindo o Nico. Corria riscos de ter ali uma bomba relógio de doenças causadas por stress, principalmente no que tem FIV. Fiquei muito feliz quando me disseram que tinha sido adotado. Fico felicíssima por verificar que é muito amado e cuidado. O Nico precisava, de facto, de um lar onde não houvesse mais gatos e onde os donos pudessem canalizar toda a atenção para ele. O meu muito obrigado. E felicidades para todos.

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