HOLLY



Recordo com uma enorme nitidez o momento em que apareceste pela primeira vez “aqui” em casa: o Verão tinha terminado recentemente e, portanto, era natural que os dias ainda continuassem ensolarados e que o calor persistisse. No entanto, a verdade é que as noites já se vinham a tornar mais longas e frias e, talvez, tenha sido essa a razão que te tenha levado a procurar uma casa ou família que te acolhesse antes que o tempo rigoroso de Outono e Inverno surgisse em força.




Infelizmente, tal como é o caso de vários animais, o Holly era ainda um pequeno gato quando fora abandonado. Encontrei-o esfomeado, magro e bastante carente no nosso jardim, miando constantemente na tentativa de que alguém o ouvisse e o ajudasse. 

E assim foi: adoptámo-lo (ou talvez tenha sido ele que nos tenha decidido adoptar) e, desde então, passou a ser o centro das atenções da casa. 




É o verdadeiro “Sr. Gato”, como o apelidamos, tendo-se já apoderado do sofá para dormir e arranhar, das cadeiras para descansar e da cozinha para comer quando bem lhe apetece. Porém, o Holly não deixou de ser o gato carente que era em pequeno e, todos os dias de manhã, aguarda sentado, à porta dos quartos, que os donos acordem e lhe possam dar os miminhos que tanto aprecia. 

Por vezes, até duvidamos se ele não terá um espírito de “cão” em corpo de gato, uma vez que procura sempre acompanhar os donos para onde quer que eles vão e raramente gosta de ficar sozinho.




Hoje, o Holly já está mais crescido e com um pêlo brilhante e enorme ao qual dá uma grande importância. 

À medida que vou escrevendo este texto, observa-me com os seus olhos meigos de tom azul claro, mostrando claros sinais de querer os mimos que considera tão merecidos. 

Por isso, o melhor é mesmo ficar-me por aqui!!

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